O que a ciência descobriu sobre a alimentação dos adolescentes brasileiros

O que a ciência descobriu sobre a alimentação dos adolescentes brasileiros

2 de setembro de 2026Loja PdB

Se tem uma coisa que a ciência da nutrição repete sempre, é essa: os hábitos alimentares que se formam na infância e na adolescência tendem a acompanhar a pessoa pela vida adulta. 

A pesquisadora Lucineia Pinho e sua equipe decidiram investigar essa premissa de perto. A equipe aplicou questionários sobre consumo alimentar a estudantes de escolas de Montes Claros (MG), buscando identificar quais marcadores de alimentação não saudável — como refrigerantes, doces e embutidos — apareciam com mais frequência, e quais fatores (familiares, sociais, econômicos) estavam associados a esse consumo.

A descoberta foi concisa: o ambiente familiar e social do adolescente influencia diretamente o quanto ele consome alimentos não saudáveis no dia a dia. Ou seja: é o contexto em que a criança cresce que molda o prato dela, não é só "força de vontade".

Esse é o motivo pelo qual, na Padaria dos Bebês, a gente acredita tanto em começar bem, desde cedo. Um hábito alimentar saudável não nasce na adolescência: ele é construído refeição por refeição, lanche por lanche, ao longo de toda vida. Quanto mais cedo o paladar se acostuma com comida de verdade, mais fácil fica manter esses hábitos depois — e, mesmo quando o hábito não saudável já se instalou, ele pode sim ser trabalhado e melhorado, só exige mais consistência do que começar bem desde o início.

 

 

Referência: PINHO, L. et al. Marcadores de alimentação não saudável e fatores associados entre adolescentes escolares de Montes Claros (MG). Saúde em Debate, v. 50, n. spe1, 2026. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2358-28982026e110302p

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